Segundo o Departamento de Economia Rural da Secretaria Estadual da Agricultura, as condições são consideradas boas em 84% das lavouras do Paraná e regulares em 14% delas. Com isso, a expectativa é que o estado colha uma das melhores safrinhas, como a colheita desse período é chamada, dos últimos anos. A maior parte da safrinha deve ser colhida ainda em maio, restando uma pequena parte para junho. Por conta disso, os produtores torcem para que agora o tempo se estabilize, permitindo a colheita.

O Paraná é um dos principais produtores de feijão do país e os agricultores que trabalham com o grão estão com boas expectativas. “Para se ter uma ideia, só com essa produção do Paraná daria para abastecer o Brasil todo por, praticamente, três meses. É uma safra muito boa, esperamos que isso se concretize e que o produtor efetivamente colha um produto de boa qualidade e que ele possa ganhar talvez não nos preços mais baixos, mas na quantidade que ele vai produzir”, afirma Methodio Groxko, economista do Deral/SEAB. Por enquanto, os preços pagos ao produtor são considerados satisfatórios, com o feijão cores cotado a R$ 320 a saca, e o preto a R$ 235 a saca. Com a entrada da nova safra, a tendência é de queda.

Para o consumidor, os preços também devem cair, mas de acordo com o economista isso pode levar um pouco mais de tempo. “Esse preço vai estar um pouco mais baixo em relação ao que está na gondola. Aquele não pode baixar porque os supermercados pagaram um preço mais elevado, portanto, aquele já está lá consagrado, mas o que for entrar, acredito que tem condições de ser ajustado ao consumidor”, afirma Groxko.

Fonte: Intervalo de Noticias

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